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CE- Votorantim garante 300 mil toneladas de cimento de fora

Com a demanda elevada, empresa está importando o produto do Vietnã para atender o mercado nordestino

A Votorantim Cimentos garantiu, até janeiro de 2011, o descarregamento de 10 navios, em Fortaleza, com, pelo menos, 300 mil toneladas de cimento importado do Vietnã, para complementar a demanda crescente pelo insumo no Ceará. A informação foi repassada pelo diretor Comercial da Votorantim, Marcelo Chamma. “Estamos trazendo cerca de 600 mil sacos por embarcação.

Já descarregamos o primeiro navio dias atrás, e estamos com o segundo no Porto do Mucuripe, aguardando liberação para descarregar”, contou o diretor, ressaltando que a mercadoria ainda não foi liberada por conta de problemas na documentação. “Creio que isso logo deva ser resolvido”, ponderou Chamma.

 Mais caro

Conforme o diretor, os custos com a importação são muito altos – desde o revestimento especial para proteger o produto da umidade durante os 25 dias de viagem ao pós-chegada, quando são agregados os custos na operação de desembarque e distribuição -, e já representam o acréscimo de R$ 1,90 no preço do saco de cimento. “É um custo de contingência, já fizemos isso outras vezes em outros locais do Brasil. Essa é a forma mais correta de conseguirmos aumentar a oferta e, posteriormente, baixar o preço” explicou Chamma. Segundo ele, a produção das duas fábricas da empresa no Estado juntas (Pecém e Sobral) é de 120 mil toneladas/ mês, insuficiente para abastecer o mercado local, no momento.

Por isso, a companhia está construindo uma fábrica na cidade de Baraúna (RN), próximo à Chapada do Apodi, no Vale do Jaguaribe, com capacidade para produzir 110 mil toneladas mensais – o que também aumentará a disponibilidade do insumo no Ceará. O empreendimento faz parte da instalação de oito novas fábricas da Votorantim Cimentos em sete estados do País prevista até 2013, com investimentos de R$ 5 bilhões, o maior já feito na história da empresa desde 193 6.

Solução temporária

No entanto, enquanto a unidade não fica pronta (previsão de início da moagem para fevereiro de 2011, e de pleno funcionamento 12 meses depois), membros da companhia estiveram, ontem, com representantes do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Ceará (Sinduscon/CE), para estudar as datas de chegada dos oito carregamentos restantes e até a quantidade, que pode variar entre 30 e 40 mil toneladas por navio, conforme a necessidade da indústria da construção civil cearense. “A ideia é calibrar a demanda do mercado e forçar uma queda de preço no balcão”, disse Chamma.

O Sinduscon/ CE, por sua vez, se comprometeu em enviar, mensalmente, o planejamento da expectativa da demanda de 90 dias futuros, para otimizar a programação das datas de chegada das embarcações e a distribuição. “Eu fiquei muito esperançoso. Eles (Votorantim) estão realmente interessados em resolver a questão. A situação é muito difícil. Nós estamos com o mercado aquecido, atrasando prazos e compromissos por conta dessa escassez de cimento, que não é total, é bem verdade, mas está complicando. A importação é a única alternativa, por enquanto”, declarou o presidente do Sinduscon/CE, Roberto Sérgio Ferreira.

ILO SANTIAGO JR.
Diário do Nordeste

Postado em:
9 jul 2010 às 12:14hs
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