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Cimento: As fusões e aquisições transformam o cenário mundial

Nos últimos anos o setor cimenteiro vem sofrendo muitas transformações com os grandes grupos indo às compras. Muitas fusões e aquisições passaram a surpreender o mundo do cimento. Ainda em 2015 quando concluída a fusão entre os gigantes LAFARGE e HOLCIM, que deram origem a LAFARGEHOLCIM, o maior grupo cimenteiro do mundo na atualidade, não se passaram nem duas semanas e os alemães também foram às compras. A HEIDELBERGCEMENT, quarta maior cimenteira do mundo, adquiriu 45% de todas as ações da ITALCEMENTI que, na época, posicionava-se na sexta colocação entre as 10 maiores do mundo.No final de 2016, a aquisição germânica se completou e a HeidelbergCement comprou todas as ações restantes da italiana ItalCementi. Com as aquisições o novo grupo passará ocupar a terceira posição no ranking mundial, com 197,7 milhões de toneladas métricas de capacidade instalada por ano. Isso sem considerar a última aquisição planejada para fechar até o final de 2017, quando a HeidelbergCement, através de sua subsidiaria da ItalCementi, celebrou um acordo com a Cementir Itália, que pertence a Cementir Holding SpA, para comprar o negócio de cimento do grupo na Itália em uma transação que deverá alcançar cerca de US $ 378 milhões de dólares e acrescentar mais 5,5 milhões de toneladas na capacidade instalada do grupo alemão.

No Brasil, tanto a VOTORANTIM, a maior do país, como a INTERCEMENT, segunda no ranking nacional, colocaram alguns de seus ativos estrangeiros à venda. Do lado da Votorantim, que ocupa a décima posição no ranking mundial, veio o anúncio da venda de toda sua participação na Suwannee American Cement, planta baseada em Branford e que tem capacidade instalada para produzir até 1 milhão de toneladas por ano . A InterCement, holding controlada pelo Grupo Camargo Corrêa, lançou uma IPO, colando a venda entre 43 e 49 por cento da Loma Negra, maior cimenteira da Argentina, que é controlada pela Holding Brasileira desde 2005.

CRH ou SUMMIT Materiais comprarão a última genuinamente americana nos EUA

No final de setembro de 2017, a Irlandesa CRH anunciou um acordo para adquirir a Ash Grove Cement Company (“Ash Grove”), um dos principais fabricantes de cimento dos EUA, sediados em Overland Park, no Kansas. O negócio envolve cifras de US$ 3,5 bilhões e continua dependendo da aprovação dos acionistas e dos órgãos reguladores da concorrência dos Estados Unidos. A Ash Grove é o último e maior produtor de cimento genuinamente americano, sendo uma empresa ligada à família Sunderland, tem 135 anos de tradição.

Após a aquisição da Ash Grove, seja pela CRH ou mesmo através de uma composição com SUMMIT Materials que apresentou uma nova proposta da ordem de US$ 3,8 bilhões de dólares, as cinco maiores empresas produtoras de cimento dos EUA serão operadas por grupos multinacionais com sede fora dos Estados Unidos. Embora este cenário não seja novidade para muitos outros países, é raro para uma nação com o porte dos EUA que detém a terceira posição no ranking dos maiores produtores do mundo e ficarão sem uma empresa nacional entre as maiores do país.

Tom Hill, CEO da Summit Materials.

Entre as 10 maiores nações produtoras de cimento do mundo, apenas o Egito não possui uma empresa local para contrapor às multinacionais. Na China, maior produtor do mundo, por exemplo, tem além da CNBM (China National Building Material) tem a Anhui Conch Cement, duas gigantes locais Na Índia, segundo maior produtor de cimento do mundo tem a UltraTech Cement, uma indiana entre os grupos estrangeiros.

No Brasil, que oscila entre a sexta e a oitava posição no ranking dos países produtores de cimento do mundo, grandes players locais ainda estão bem à frente das gigantes estrangeiras e, dificilmente, sendo o país a sede da décima maior cimenteira do mundo, a Votorantim que é dona de quase 35% de toda a capacidade de produção do país, deixará de se manter entre os cinco maiores. Também a InterCement detentora de 16 por cento da capacidade nacional, ou mesmo o Grupo João Santos, produtor do cimento Nassau, que detém 8,5 por cento da capacidade de produção do cimento brasileiro.

Postado em:
22 out 2017 às 21:39hs
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