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Cimento está em falta no mercado e atrasa obras em dois meses no país

2371614620110Se você for procurar, na loja, cimento para vender, vai ouvir: “está em falta”.
O cimento virou uma preciosidade. “Está difícil encontrar cimento em Maringá, é mais fácil encontrar ouro”, diz um construtor.
O produto está em falta há mais de dois meses. Onde tem, a venda é controlada. “Nós queríamos dez sacos, mas só arrumamos cinco”, conta um construtor.
Em uma loja, o estoque está vazio. Quando o dono tenta comprar, a resposta é sempre a mesma: negativa.

Com tanta procura e pouca oferta, o preço do cimento acabou subindo. O saco, que era vendido por R$ 19 a um mês, hoje custa R$ 27. Mesmo assim, quem precisa, acaba pagando mais caro.

Em uma loja, estão sendo descarregados 160 sacos que vão durar pouco no estoque. “Não dá dois dias. Praticamente, já está vendido”, comenta o dono da loja.

A falta de cimento está deixando Gérson Caviquiole com medo. Ele é motorista do caminhão que faz a entrega dos sacos de cimento da fábrica até as lojas e conta que já está até sendo seguido nas ruas. “Onde você passa, a turma fica olhando. Quem está na rua e quer construir alguma coisa, para e pergunta para qual loja que é”, diz Gerson.
Sem cimento, o ritmo da construção civil diminui. Em um prédio de 21 andares, as obras tiveram que ser interrompidas por uma semana. Sete funcionários foram dispensados. A previsão de entrega dos apartamentos vai atrasar. “Se continuar do jeito que nós estamos tendo hoje essa falta, seis ou sete meses. Tudo depende”, informa o engenheiro Paulo Gallo.

Postado em:
14 jun 2011 às 15:46hs
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