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Cimento Mizu em Manaus

MANAUS – Instalada no PIM (Polo Industrial de Manaus), a Cimento Mizu, empresa da organização empresarial Polimix, iniciou a produção de cimento na capital. Esta é a segunda fabricante do produto no Estado. Inicialmente, a produção atenderá os comércios do Amazonas, Roraima e Acre. Até então, o cimento consumido no Estado era produzido pela fábrica de cimento Nassau e outra parte importada da Venezuela, Rússia e Portugal. O processo de fabricação da MIZU iniciou há um mês com uma produção de 80 toneladas de cimento por hora, quantidade que equivale a 2,4 mil sacos de 42,5 kg. O cimento produzido pela nova empresa é Mizu CPIII-40 RS.

A empresa também projeta atender aos Estados do Amapá, Pará e Rondônia. O investimento feito pela empresa no Estado foi de R$150 milhões. Segundo o diretor da cimenteira, José Antero dos Santos, a iniciativa de instalar uma filial da indústria na capital partiu de pesquisas sobre o consumo de cimento no Amazonas. Ele afirma que o Estado é deficitário na produção de cimento e Antero também disse que a ideia é contribuir com o aumento na oferta e a consequente na redução nos preços do produto. O diretor considera que o consumidor final já pode sentir uma leve redução no preço do cimento comercializado na cidade.

Foto: Walter Mendes

Na nova fábrica o cliente pode adquirir um saco de cimento por R$ 25,00, enquanto no comércio esse valor chega a R$ 28. “Apesar da elevação dos custos, houve uma diminuição de R$ 2,00 em média sobre o valor do produto”, aponta. “A empresa vai contribuir na questão da autossuficiência em cimento no Estado. Sem esse produto a cidade não cresce”, complementa. Para o vice-presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, a instalação de uma nova empresa de cimento na cidade deve contribuir com a redução do valor do produto aos clientes. Ele afirma que do total do cimento consumido pelo Amazonas cerca de 5% é importado. Souza reiterou que não tem notícias da falta de abastecimento do produto no mercado local. “Se há aumento na concorrência, consequentemente há redução no preço para o mercado”, frisou. A vinda da Cimento Mizu para Manaus foi intermediada pela Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico).

A construção da fábrica teve inicio em janeiro deste ano e foi concluída agora em outubro. O primeiro lote de cimento foi produzido em novembro. Atualmente a empresa operacom 55 colaboradores diretos e pelo menos 250  indiretos.  No período da construção, o quadro funcional foi composto por 600 trabalhadores diretos e 1,2 mil indiretos. Segundo o secretário executivo adjunto de Políticas Setoriais da Seplan, Appio Tolentino, a implantação da segunda indústria de cimento no Estado representa a quebra de um monopólio. Ele ressalta que o valor do produto final deve ter redução em curto prazo. “É um marco na construção civil e na ZFM porque nenhum monopólio é bom. Apesar do aumento nos custos o preço do cimento baixou e deve ser reduzido ainda mais. A indústria da construção civil é básica e necessária para o desenvolvimento de um país com a geração de emprego e renda”, avalia.
A fabricação do cimento tem como base a utilização das seguintes matérias-primas: clinquer, escória e gesso. A empresa tem dois galpões com capacidade para armazenamento de 50 mil toneladas cada um; um secador de escória com capacidade para 60 toneladas por hora e um moinho de cimento com capacidade para 70 toneladas por hora, o equivalente a 450 mil toneladas por ano.
Priscila Caldas
pcaldas@jcam.com.br
portalamazonia

Postado em:
20 dez 2014 às 22:41hs
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