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CP III – Cimento Portland de Alto Forno

O consumo apreciável de energia durante o processo de fabricação de cimento motivou mundialmente a busca, pelo setor, de medidas para diminuição do consumo energético. Uma das alternativas de sucesso foi o uso de escórias granuladas de alto-forno e materiais pozolânicos na composição dos chamados cimentos portland de alto-forno e pozolânicos, respectivamente. Nos dias atuais cerca de 29% de todo o cimento consumido no Brasil é do tipo CP III e CPIV e a tendência futura é que esse percentual cresça ano a ano, pois além das características especiais e o uso para toda e qualquer obra, ambos são cimentos ecologicamente corretos, pelo menor uso de clínquer e, consequentemente, menor emissão de CO2 e preservação das jazidas. O cimento portland de alto-forno contém adição de escória no teor de 35% a 70% em massa, que lhe confere propriedades como; baixo calor de hidratação, maior impermeabilidade e durabilidade, sendo recomendado tanto para obras de grande porte e agressividade (barragens, fundações de máquinas, obras em ambientes agressivos, tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos, esgotos e efluentes industriais, concretos com agregados reativos, obras submersas, pavimentação de estradas, pistas de aeroportos, etc) como também para aplicação geral em argamassas de assentamento e revestimento, estruturas de concreto simples, armado ou protendido, etc. A norma brasileira que trata deste tipo de cimento é a NBR 5735.

 

CP III – Cimento Portland de Alto Forno (NBR 5735)

Apresenta maior impermeabilidade e durabilidade, além de baixo calor de hidratação, assim como alta resistência à expansão devido à reação álcali-agregado, além de ser resistente a sulfatos. É um cimento que pode ter aplicação geral em argamassas de assentamento, revestimento, argamassa armada, de concreto simples, armado, protendido, projetado, rolado, magro e outras. Mas é particularmente vantajoso em obras de concreto-massa, tais como barragens, peças de grandes dimensões, fundações de máquinas, pilares, obras em ambientes agressivos, tubos e canaletas para condução de líquidos agressivos, esgotos e efluentes industriais, concretos com agregados reativos, pilares de pontes ou obras submersas, pavimentação de estradas e pistas de aeroportos. Comporta adições de 35 a 70% de Escória e até 5% de material cabornático. Sendo o cimento mais ecológico de todos os cimentos produzidos no Brasil. Pois além da preservação das jazidas naturais e pelo menor lançamento de CO2 na atmosfera, aproveita o rejeito das siderúrgicas, a escória.

CP III-32

Especificações ABNT

ENSAIOS FÍSICOS
Blaine (cm²/g)

NBR NM 76

Tempo de início de pega (h:min)

>1

NBR NM 65

Tempo de fim de pega (h:min)

<10

NBR NM 65

Finura na peneira # 200 (%)

<12,0

NBR 11579

Finura na peneira # 325 (%)

NBR 9202

Expansibilidade a quente (mm)

<5,0

NBR 11582

Consistência normal (%)

NBR NM 43

Resistência à compressão 1 dia (MPa)

NBR 7215

Resistência à compressão 3 dias (MPa)

>10,0

NBR 7215

Resistência à compressão 7 dias (MPa)

>20,0

NBR 7215

Resistência à compressão 28 dias (MPa)

>32,0

NBR 7215

ENSAIOS QUÍMICOS
Perda ao fogo (%)

<4,5

NBR 5743

Resíduo insolúvel (%)

<1,5

NBR 5744

Trióxido de enxofre – SO3 (%)

<4,0

NBR 5745

Óxido de cálcio livre – CaO Livre (%)

NBR 7227

Óxido de magnésio – MgO (%)

NBR 9203

Óxido de alumínio – Al2O3 (%)

NBR 9203

Óxido de silício – SiO2 (%)

NBR 9203

Óxido de ferro – Fe2O3 (%)

NBR 9203

Óxido de cálcio – CaO (%)

NBR 9203

Equivalente alcalino (%)

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Postado em:
22 set 2010 às 18:30hs
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