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Habitação puxa retomada pós-crise

Os executivos brasileiros consideram que o aquecimento do mercado de construção de habitações foi o principal responsável pela recuperação do pós-crise no Brasil. Esse é o resultado de uma pesquisa da KPMG feita com 500 executivos em 26 países.

Entre os executivos brasileiros pesquisados, 53% consideraram a importância do setor de habitação na retomada do crescimento econômico, enquanto 41% creditaram a recuperação às medidas anticíclicas do governo. Fatores como redução da taxa de juros e aquecimento do consumo foram considerados menos importantes.

Cerca de 35% dos brasileiros entrevistados declararam que medidas de estímulo não são mais necessárias. Apenas 10% acreditam que o governo deveria manter alguns incentivos por pelo menos mais dois anos.

Para Roberto Haddad, sócio da KPMG, esse dado revela a grande confiança das empresas na economia. “A pesquisa mostra que o brasileiro está entusiasmado, com a percepção que o Brasil está vivendo um momento diferente dos demais países.”

Nos países da região Ásia-Pacífico – Austrália, China, Hong Kong, Índia, Japão e Cingapura – o pacote de estímulos do governo foi classificado como principal fator de recuperação pós-crise por 74% dos entrevistas. Nos países europeus pesquisados, o principal fator apontado foi a recuperação do consumo e do nível de exportações.

Apesar da confiança na economia interna, os brasileiros demonstraram preocupação maior com a dívida pública. Levando em conta o universo total pesquisado, 70% do empresariado diz que a situação precisa ser administrada com corte em gastos públicos. Entre os europeus, a preocupação é maior, atingindo 77% dos executivos. No grupo dos países do continente americano – além do Brasil, Argentina, Canadá, Chile, México e Estados Unidos -, a taxa aumenta para 69%.

No Brasil, o corte de gastos públicos é necessário para 90% dos executivos pesquisados. Cerca de 67% dos brasileiros entrevistados consideram que a principal despesa que merece cortes é o gasto com a folha de pagamento dos servidores públicos, enquanto a redução dos gastos com previdência foi votada por 11%.

fonte: Valor Econômico

Postado em:
29 set 2010 às 12:18hs
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