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O mercado cimenteiro no Brasil continua patinando

Ainda sob o impacto da crise econômica o mercado cimenteiro no Brasil continua patinando e fecha a 17ª queda consecutiva em novembro. As vendas no mês de novembro fecharam com queda de 3,5% em relação ao mesmo mês de 2015. Na comparação com o mês anterior as vendas cresceram 2,3%, mas as vendas acumuladas no ano (jan a Nov/16) ainda registram uma queda de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado, percentual bem próximo da queda projetada para o ano de 2016.

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A região mais impactada é o centro-oeste, com uma queda acumulada de quase 20% no período. Na segunda posição aparece a região nordeste que vinha crescendo a taxas diferenciadas até o início da crise e agora já acumula uma queda de 13,3%, acima da queda nacional.

As regiões menos impactadas em 2016, são a região Sul, com queda de apenas 4,9% e a região Norte cuja queda no período é de apenas 6,8%. O Sudeste, maior região de consumo de cimento do país, responsável por 45,8% de todo cimento comercializado no país neste ano, apresenta a queda mais próxima do percentual nacional, fechando com uma defasagem de 12,8% no acumulado do ano em comparação com 2015.

Voltando a região nordeste, região que mais cresceu em consumo de cimento no período nos últimos anos, tendo dobrado o consumo desde 2010 a 2015 e, analisando o período de 2003 a 2014, conforme abaixo, a região cresceu bem acima da média nacional e o crescimento diferenciado foi o grande responsável pela invasão de novas marcas e novos entrantes no mercado, agravando ainda mais as dificuldades para o setor na região.


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Com uma combinação de renda mais baixa que a média nacional, alta dependência dos municípios por verbas públicas e a falta de reajuste do Bolsa Família, entre outros fatores, o desemprego na região nordeste cresceu 14,1%, quando no país como um todo a taxa foi de 11,8% e a economia da região sofreu queda de quase 6% no acumulado dos últimos 12 meses. A inflação nas principais capitais do Nordeste, mesmo com menor força, ainda é mais alta que a média nacional. Os piores índices do país estão em Salvador, Recife e Fortaleza, todas com alta superior a 8% em 12 meses.

Reforçando a queda nos números  no setor cimenteiro, a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), informou que as vendas de materiais de construção, como um todo no país, caíram 14,5% em novembro, na comparação anual, e 8,6% frente a outubro, no acumulado dos 12 meses até novembro, a queda chegou a 13%, bem próxima da queda registrada somente para o cimento (SNIC).

Na construção civil, de acordo com dados são da Sondagem da Indústria da Construção Civil divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).  O indicador de nível de atividade caiu pelo quarto mês consecutivo. O indicador de atividade no setor ficou em 39,3 pontos em novembro, depois de marcar 40 pontos em outubro. Os resultados variam de zero a cem pontos, sendo que números abaixo dos 50 pontos indicam retração da atividade em relação ao mês anterior. No mesmo mês de 2015, o indicador foi de 36,3 pontos.

Com o recesso da construção civil que começa na segunda-feira (19/12) em vários estados, o mercado entra em marcha lenta até a virada do ano e com as tímidas medidas que serão implementadas pelo governo federal, por enquanto, as expectativas são de poucos impactos no setor no curto e médio prazos, ou seja, para 2017 as esperanças ainda não foram renovadas.

Postado em:
16 dez 2016 às 13:41hs
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