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Cimento Brasil: Nova queda em 2016 e recuo de sete anos no consumo…

As vendas internas de cimento no país sofreram uma nova queda em 2016. Com uma retração de mais 11,7% no ano passado, em relação a 2015, a queda acumulada nos dois últimos anos atingiu 19,25%, já que no bom momento de 2014 o volume vendido do produto chegou a 70,9 milhões de toneladas, com um consumo recorde de 71,7 milhões de toneladas no ano da copa. No ano de 2016, com os péssimos resultados mensais, o volume comercializado despencou e a queda no consumo do produto deverá se aproximar dos resultados alcançados em 2009. Ou seja, um recuo de quase sete anos no consumo de cimento no país.

CONSUMO CIMENTO BRASIL 2016

Fora a queda acentuada nas vendas e no consumo de cimento, o setor vem operando com uma taxa de ociosidade jamais vista. Em 2012, por exemplo, a indústria brasileira de cimento contava com 84 fábricas e uma capacidade instalada de 82 milhões ton/ano, com utilização de 84% dessa capacidade, operava com uma ociosidade média de 16%.  Em 2015 a ociosidade já chegava aos 30% e para 2016 a taxa subiu para 43% e, para o novo ano em curso, um novo recorde de ociosidade no setor, que deverá cravar a marca dos 50%, quando a capacidade instalada será um pouco superior aos 100 milhões de ton/ano e, na contramão, haverá uma nova queda nas vendas em percentuais próximos aos 7%.CimentOnline - Toda Obra Começa Aqui

O presidente do SNIC, Paulo Camillo Penna afirmou que o decréscimo das vendas internas de cimento acumulado nos últimos dois anos “Não é de se estranhar. Vivemos a crise econômica mais importante que o país já atravessou, com o agravante do incremento da ociosidade da indústria cimenteira, associado ao aumento dos custos financeiros e a destruição do capital produtivo (investimentos feitos) do setor”, disse o executivo.

Para 2017 o setor enfrentará dificuldades para reverter as perdas acumuladas e segundo o presidente do SNIC, o mercado ainda amargará uma queda entre 5% e 7% nas vendas e os impactos de uma ociosidade de 50%. Algumas ações anunciadas pelo governo federal têm potencial para estimular as vendas, como a liberação do FGTS das contas inativas, a retomada de obras de infraestrutura e do programa Minha casa, minha vida, além do programa Cartão Reforma, que repassa recursos para obras para famílias de baixa renda, mas ainda assim, as expectativas não são animadoras.

Postado em:
16 jan 2017 às 19:57hs
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