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Porto Suape: InterCement para produção

A InterCement, holding cimenteira da Camargo Corrêa, começou a apertar os cintos para reduzir dívida e minimizar custos. Recentemente a companhia encerrou as atividades de sua moagem na cidade pernambucana de Cabo de Santo Agostinho, no Porto de Suape. suapeA planta “fechada”, antiga Cimento Brasil construída pelo recifense Fernando Carrilho em 2006, que atuou com a marca durante algum tempo, vendendo o negócio para o grupo Camargo Corrêa por cerca de R$200 milhões em agosto de 2008 (o investimento do jovem Fernando Carrilho na época, consta ter sido de aproximadamente R$15 milhões). Nossa equipe tentou obter mais informações sobre o encerramento das atividades da planta pernambucana mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Na última semana avançaram as negociações da InterCement para a venda de algumas de suas centrais de concreto no país, onde fecharam a venda de nove de suas usinas no estado de São Paulo, que além reforçar a estrutura de capital da holding, pode já servir como adequação, em parte, da decisão do Conselho Administrativo de Defesa econômica (CADE) que obrigou as cimenteiras, arroladas no processo denominado “Cartel do Cimento” a se desfazerem de até 20% de suas capacidades instaladas, tanto em concreto, como em cimento (além das multas aplicadas). Na operação, fechada nesta semana, a InterCement vendeu quatro centrais de concreto para a Concrelagos Concreto, três centrais  para a SMS Serviços de Concretagem, que ficou com as centrais de Araçatuba, Marília e Presidente Prudente e a Neomix, que adquiriu outras duas centrais na capital paulista, uma no Bairro do Limão e outra em Itaquera.

À Procura de um Sócio

A próxima decisão do Grupo é pela venda de até 10% da InterCement, provavelmente para um investidor estrangeiro, já que na decisão do CADE, além das multas impostas e desalienação de até 20% de alguns ativos, as empresas condenadas estão impedidas de realizar operações, entre si, no setor de cimento e concreto, pelo prazo de cinco anos.  Informações dão conta que na decisão poderá entrar a venda da Loma Negra, maior produtor de cimento da Argentina, comprada pela Camargo em 2005. O grupo busca com as operações, um reforço da estrutura de capital da cimenteira, bem como equilibrar seu perfil de endividamento, obtendo para a InterCement de R$ 2 bilhões a R$ 3,5 bilhões.

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A InterCement opera com capacidade de produção de 47 milhões de toneladas de cimento ao ano, com 40 fábricas, espalhadas no Brasil, Argentina, Portugal e África, sendo o Brasil o país onde operam sua maior capacidade (17,9 milhões de toneladas/ano) e onde concentraram em 2014, cerca 40% das vendas da holding. Como o mercado brasileiro, desaquecido, projeta uma queda no consumo de cimento, para este ano, que pode chegar a dois dígitos e as novas plantas antes anunciadas, refletiam o período da bonança do mercado, o grupo, segundo informações não confirmadas, também interrompeu as obras de sua planta no município de Conde, na Paraíba, bem como resolveu adiar a construção anunciada de suas fábricas no Norte (Amazonas ou Pará) e de uma outra planta em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, distrito de Itaiacoca, no Paraná.

A holding do Grupo Camargo Correa é dona de 100% da InterCement, que, por sua vez, detém 94,81% do capital da Cimpor, cujo controle passou para companhia em 2012, quando incorporou a maior parte dos ativos cimenteiros do grupo no mundo a partir de 2013.  No fim do ano passado (2014), a dívida da empresa era de € 2,5 bilhões de Euros, ante Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de € 632 milhões.

by cimento.org© 

Postado em:
7 out 2015 às 17:03hs
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