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Venda de cimento em queda no semestre

As vendas de cimento no mercado interno brasileiro totalizaram 26,0 milhões de toneladas no primeiro semestre deste ano e o montante comercializado representa uma queda de 8,8% frente ao mesmo período do ano passado.
Em 12 meses, as vendas acumuladas totalizaram 54,9 milhões de toneladas, 9,8% menor do que nos 12 meses anteriores (julho/15 a junho/16). Em junho de 2017 foram vendidas 4,5 milhões de toneladas, uma queda de 8,6% em relação a junho de 2016.
Na comparação por dia útil as vendas de cimento no mercado interno em junho de 2017 apresentaram redução de 4,7% em relação a junho de 2016 e um pequeno crescimento de 2,1% sobre o mês anterior (maio/2017).DRAMÁTICA SITUAÇÃO DA INDÚSTRIA CIMENTEIRA
Paulo Camillo, presidente do SNIC, ressalta a “dramática situação da indústria, que desde 2014 (último ano de crescimento) até junho de 2017 acumula uma queda de 23% em sua demanda. Nesse mesmo período, o setor vem sofrendo impactos em seus importantes componentes de custos de produção e distribuição: combustíveis, energia elétrica e frete, já acumulam aumentos entre 20 e 40% em seus preços, além disso, a ociosidade impacta significativamente os custos fixos unitários. Na contramão desses aumentos, os preços do cimento, segundo dados pesquisados por diversas instituições, vêm apresentando queda”.

EXPECTATIVA DE UM 2º SEMESTRE MELHOR
O Presidente do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC), Paulo Camillo Penna, disse que os resultados alcançados no primeiro semestre estão em linha com as projeções do sindicato e mostram claros sinais de desaceleração na trajetória de queda. Ele comentou que o setor vive a expectativa de resultados melhores nos próximos seis meses: “Tradicionalmente, o consumo de cimento tem melhor desempenho no segundo semestre. Nossa estimativa é fecharmos o ano com queda acumulada entre 5% e 9%”.

AJUSTES DE PREÇOS CIMENTO NO NORDESTE
Na última semana, na região nordeste, alguns grupos cimenteiros anunciaram reajustes em seus preços, variando entre 8,5 a 10%. Os preços na região, desalinhados há algum tempo, principalmente após a elevação substancial da capacidade instalada nos últimos anos, acumulam perdas consideráveis quando comparados com outros produtos básicos. Em algumas capitais do nordeste, especificamente naquelas onde novas plantas foram construídas nos últimos anos, os preços de CIMENTO indicados pelo CBIC, praticados para as construtoras ao final do mês de maio/17, são os mesmos praticados no ano de 2002, defasados há 15 anos. Essa defasagem não se aplica somente ao cimento no nordeste, também o AÇO CA 50 de 10 mm, por exemplo, nas mesmas capitais estão também com os preços defasados, porém retroagindo ao ano de 2008 e não 2002 como no caso do cimento.

VENDAS DE MATERIAL DE CONSTRUÇÃO EM GERAL CRESCE MAIS NO SEMESTRE

As vendas no varejo de material de construção ficaram estáveis no mês de junho com relação ao mesmo período do ano passado. Já na comparação com maio, o volume de vendas no mês foi 2% inferior. Os dados são da Pesquisa Tracking mensal da Anamaco, que entrevistou 530 lojistas entre os dias 26 e 30 de junho.

Com estes resultados, as vendas do primeiro semestre de 2017 apresentam um pequeno crescimento sobre 2016, de 4%. Nos últimos 12 meses, no entanto, o setor ainda tem retração de 5%.

Segundo o presidente da Anamaco, mesmo que modesta, a reação do setor indica que o varejo está se recuperando das quedas sofridas nos últimos dois anos. “2016 e 2015 foram anos muito ruins para o nosso setor, muito afetados pela falta de crédito ao consumidor e pelos problemas econômicos que o Brasil vinha enfrentando. Em situações como essa, de dois anos seguidos de retração depois de mais de 10 anos consecutivos batendo recorde histórico de faturamento, qualquer recuperação precisa ser muito estudada, mas não podemos deixar de ser otimistas, já que o nosso setor sempre melhora quando há uma maior oferta de crédito”, explica.

Segundo a Anamaco, o segundo semestre do ano, tradicionalmente, corresponde a 65% das vendas do varejo de material de construção e a previsão é que até o final de 2017 o setor apresente um crescimento de 5% sobre 2016.

O ânimo do SNIC é menor que o da Anamaco e em função dos sinais que o mercado já emanam, o Cimento.Org tende a se posicionar no meio termo entre os dois órgãos, ou seja, acreditamos que para o setor cimenteiro não haverá crescimento, porém acreditamos em uma queda menor, abaixo de 5%.

Postado em:
10 jul 2017 às 22:51hs
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