
Dados preliminares divulgados pelo SNIC e estimativas de mercado, indicam que as vendas de cimento para o mercado interno brasileiro, para o mês de outubro último, bem como no acumulado de 2015, registram novas baixas. As vendas de outubro, com uma queda de 14,6%, em relação a igual mês do ano anterior (out/2014), pressionaram ainda mais as vendas acumuladas (janeiro a outubro de 2015), fechando em 54,8 milhões de toneladas, uma redução de 5,025 mil toneladas (não comercializadas ou consumidas), queda acumulada de 8,4% na comparação com idêntico período de 2014.
Fazendo uma simples comparação dos dez meses de 2015 com o mesmo período de 2014, o país deixou de consumir quase o mesmo volume de cimento que normalmente é comercializado em todo um mês no país. As vendas perdidas ou o cimento não consumido, cerca de 5 milhões de toneladas do produto, equivalente 100 milhões de sacos de 50 kg, seriam suficientes para construir, nada menos, que 60 estádios do porte do Mané Garrincha, que foi considerando o estádio que mais consumiu concreto em sua construção (cerca de 178 mil m³), já que em sua arquitetura predomina o belo e inconfundível estilo de Oscar Niemeyer.
Faltando menos de dois meses para o fechamento do ano, a queda acumulada nas vendas deve bater a casa dos 10%. A região que mais sofre em termos percentuais é a região central do país (Centro-oeste), seguida de perto pelo sudeste. Só no sudeste, responsável por 46% de todas as vendas do país, a queda acumulada monta 2.866 mil toneladas, ou seja, 57% de toda a queda em venda registrada no país.
O nordeste continua sendo a região menos prejudicada, mesmo registrando queda até outubro, a redução acumulada é de apenas 4,8%, a menor queda do país. A região é responsável por 22,2% de todo o cimento comercializado e por apenas 12,2% do volume perdido. A região sul é a segunda menos afetada pela venda mais baixa em todo o território, conforme tabela.
Origem dos Despachos (1000 Ton) | Out 2014 | Out 2015 | % Ago15 / Ago14 | Acum Jan-out 2014 | Acum Jan-Out 2015 | Dif % Acum |
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Norte | 322 | 264 | -18,0% | 2.844 | 2.624 | -7,7% |
Nordeste | 1.434 | 1.320 | -7,9% | 12.779 | 12.166 | -4,8% |
Centro-Oeste | 787 | 657 | -16,5% | 7.332 | 6.466 | -11,8% |
Sudeste | 3.023 | 2.516 | -16,8% | 28.161 | 25.295 | -10,2% |
Sul | 962 | 821 | -14,7% | 8.726 | 8.266 | -5,3% |
Brasil | 6.528 | 5.578 | -14,6% | 59.842 | 54.817 | -8,4% |