
O consumo de cimento em Portugal, um dos elementos de referência tradicionalmente usado para medir a atividade da construção, está no mesmo nível da década de 70.
Em 2011, foram vendidos 4,548 milhões de toneladas de cimento, o que representa uma queda de 15,6% em relação ao ano anterior e coloca o consumo de cimento em Portugal, no mesmo patamar do que foi consumido em 1977. Desde o começo do ano, o consumo de cimento já acumula queda de 24,6% em relação a 2011, o que equivale a um consumo inferior em 787 mil toneladas.
Em comparação, na Espanha o consumo baixou para níveis da década de 60, com as previsões que apontam para uma queda de 31% em relação a 2011. Em 2007, em plena bolha imobiliária, o mercado espanhol consumiu quase 56 milhões de toneladas. Em Portugal, em 2000, consumiram-se 10,485 milhões de toneladas de cimento, contra 7,7 milhões cinco anos depois.
Estes números não mais surpreendem a ninguém no setor. O presidente da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) assegura que “vamos continuar a bater recordes historicamente negativos, mês após mês, pelo menos até ao final do ano”.
Os últimos dados do Eurostat, que é o Gabinete de Estatísticas da União Europeia, indicam que a queda da atividade da construção em Portugal em julho foi de 18,2% em relação ao ano anterior, sendo de 16,1% na Espanha e de 4,7% no total da Zona Euro.