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Mais de 90% de cimento brasileiro tem aditivos sustentáveis.

Votorantim Cimentos afirma que a proporção de matérias-primas alternativas utilizadas no cimento brasileiro é um dos melhores do mundo, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimento ( SNIC).  Em 2013, por exemplo, 91% de todo o cimento comercializado no Brasil teve algum aditivo adicionado ao clínquer, que é a matéria prima derivada da queima do calcário utilizado para a produção de cimento.

cimentocpiiz“O Brasil tem uma das taxas de substituição de clínquer mais elevadas do mundo. Isto é graças as pesquisas da indústria e do desenvolvimento de tecnologias para incorporar substitutos naturais, como é o caso da utilização do rejeito da indústria do aço na fabricação dos cimentos CPII E, que permite a substituição de  6% à 34% de clinquer por escória siderúrgica ou o campeão em substituição o cimento CPIII (Portland de Alto Forno) que, dependendo dos resultados, pode substituir clinquer, por adição de escória no teor de 35% até 70% em massa. cimentocpiii

“O Brasil tem um dos maiores índices de substituição de clínquer do mundo e isso se deve a pesquisas da indústria e ao desenvolvimento de tecnologias para adição de substitutos naturais e até mesmo rejeitos da indústria siderúrgica na fabricação de cimento”, diz Edvaldo Rabelo, diretor executivo de energia, sustentabilidade e segurança da Votorantim Cimentos. “A adição de matéria-prima alternativa garante um material tão resistente e durável quanto o cimento produzido com clínquer puro, e gera ganhos com a redução da emissão de gases, do uso de água e da queima de combustíveis fósseis no processo”, explica.

E, na mira dessa tendência, a fábrica da empresa em Porto Velho (RO) é considerada um modelo em iniciativas de mudança climática e concorre ao prêmio “Dr. Clemente Greco 2015″ , na categoria: Projeto de Inovação, Ambiental ou de Sustentabilidade do Cimento.  A unidade é exemplo de investimento com preocupação e foco em mudanças climáticas, já que a fábrica reduziu as emissões de gases em 50% devido ao uso de pozolana de argila calcinada para substituir o clínquer na produção de cimento.

A fábrica da Votorantim Cimentos de Porto Velho opera desde 2009 e encontrou nas matérias-primas alternativas uma solução também para a redução de custos operacionais. A planta está localizada na região Norte do país, onde faltam depósitos de calcário para produção de clínquer e o alto custo do transporte de outras minas tornava a operação financeiramente desfavorável. “Isso nos levou a pensar em produzir pozolana de argila calcinada no local e aumentar a proporção de substitutos. Após pesquisas, envolvimento de cientistas para as especificações técnicas e diversos testes, chegamos a um forno próprio para produção do material”, detalha Silvia, que é PhD em Geologia.

Postado em:
3 fev 2015 às 17:47hs
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