
Benjamin Steinbruch, diretor executivo (CEO) da CSN, segundo informações que circulam no setor, estaria se movimentando para a compra da planta paraibana de Cimento Elizabeth. Se o negócio se concretizar, a planta que pertencia ao Grupo Ceramista da família Crispim, mudará novamente de mãos em menos de um ano. Em setembro de 2020, o fundo americano Farallon Capital assumiu o controle da cimenteira.
A planta da Elizabeth Cimentos que, inicialmente, pertencia ao Grupo Ceramista da família Crispim, mudará novamente de mãos em menos de um ano. O fundo americano Farallon Capital havia assumido o controle da cimenteira, em setembro de 2020 . A CSN Cimentos, da família Steinbruch, fechou contrato para a aquisição da planta paraibana. O negócio foi avaliado em R$ 1,08 bilhão e envolveu pagamento em caixa, aporte de capital e assunção de dívidas.
A aquisição adiciona uma capacidade produtiva para a CSN Cimentos de 1,3 milhão de toneladas por ano. Com o fechamento da operação, a empresa passará a ter uma capacidade total de 6 milhões de toneladas/ano, ultrapassando à Mizu Cimentos no ranking nacional, colocando a CSN no concorrido mercado nordestino.
Os analistas afirmaram que uma nova fábrica de cimento custaria cerca de 250 dólares a tonelada, o que colocaria o investimento necessário para uma usina do tamanho da Elizabeth em cerca de 325 milhões de dólares, ou 1,6 bilhão de reais. Além dos valores favoráveis, a chegada da CSN, via uma marca já, relativamente estabelecida, facilita a entrada do grupo na região.