
A Federação Portuguesa da Indústria da Construção (FEPICOP), divulgou hoje a mais recente análise da conjuntura, onde considera que “as violentas reduções recentemente registadas no consumo de cimento, número de trabalhadores e número de lançamentos são os indicadores mais fiés da grave crise que assola o setor da construção em Portugal”. A federação confirmou que o consumo de cimento em 2012 no país recuou aos anos de 1973 e o setor teve como consequência o aumento do número de desemprego que atingiu 101.449 no final de novembro, registrando um crescimento de 34,4% em relação ao mesmo período do ano anterior e esse número já representa 15,9% do número total de desempregados registrados nos órgãos formais de emprego, no final deste mês. Até novembro de 2012, foram licenciados para construção 10.511 novas obras, o que corresponde “apenas a cerca de 10% das autorizações emitidas em igual período de 2001” e representa “uma diminuição constante da produção do setor neste segmento ao longo dos últimos 11 anos”.
As licenças para construção de novas obras caíram 30,2% até novembro em relação ao mesmo período de 2011, assim como as licenças concedidas para reformas e demolições que recuaram 6,5%. No caso dos edifícios não residenciais a redução foi de 23,5%, o que se traduz numa redução de 601 mil metros quadrados no período e para as obras públicas, registram-se quedas de 38,7% e de 44,4%. As perspetivas de emprego também diminuíram 17%, assim como a situação financeira das empresas que piorou 7,8%, tendo em conta que a carteira de pedidos retraiu 44,4% no último trimestre de 2012 em relação ao mesmo período de 2011, com isso o nível de confiança dos empresários recuou 25,6%.