
A indústria de cimento enfrentou obstáculos significativos em 2024. Houve uma queda de 3,5% nas vendas em comparação com o ano anterior, totalizando 14,3 milhões de toneladas. Esta queda foi ainda mais acentuada em março, com 10,6% menos vendas do que no mesmo período de 2023.
Esta redução nas vendas pode ser atribuída a uma combinação de fatores. As chuvas intensas no país afetaram a demanda, assim como o menor número de dias úteis no ano. Além disso, a queda na renda das famílias e o aumento do endividamento também tiveram um impacto negativo nas vendas do produto.
Apesar desses desafios, há esperança no horizonte. O setor de construção mantém um otimismo cauteloso. Especialmente em relação ao segmento de preparação de terrenos e às obras de infraestrutura e residenciais. Além disso, o mercado imobiliário de baixa renda está se recuperando, impulsionado principalmente por reformulações nos programas habitacionais e novas opções de financiamento.
Observando as vendas dos últimos 12 meses, percebe-se a estabilidade dos números desde abril de 2022. A média ficou em 61.900 mil toneladas, próxima tanto das maiores vendas quanto dos piores resultados.
Os resultados, somados às ações governamentais que mantêm uma melhora continuada nos indicadores econômicos, animam o setor e mantêm vivo o otimismo em relação ao futuro. Com investimentos contínuos em infraestrutura e habitação, o mercado imobiliário de baixa renda está ganhando fôlego, graças às reformulações positivas nos programas do governo.
“O setor segue otimista com a recuperação da demanda em 2024. Essa recuperação é impulsionada pela redução da Selic, pelo controle da inflação e pela retomada de obras de infraestrutura e habitação do programa Minha Casa, Minha Vida. Após registrar perdas de 3 milhões de toneladas nos anos de 2022 e 2023, a indústria brasileira de cimento mantém a projeção de crescimento de consumo do produto estimada em 2% para este ano…” Disse Paulo Camillo Penna, Presidente do SNIC.